quinta-feira, 25 de outubro de 2007

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"... É triste não ter amigos?
Ainda mais triste é não ter inimigos, porque quem não tem inimigos,
É sinal de que não tem:
Nem talento que faça sombra,
Nem caráter que impressione,
Nem coragem para que o temam,
Nem honra contra qual murmurem,
Nem bens que lhe cobicem,
Nem coisa alguma que invejem."


[Voltaire]

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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

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♫♫ Quem inventou o amor?
Me explica, por favor
Quem inventou o amor?
Me explica, por favor ♫♫

[Legião Urbana - Antes das Seis]
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Side

Dizem que a grama sempre é mais verde do outro lado da cerca...

Me pergunto à quantas anda a minha grama.
Bom, na verdade, não é a minha grama que realmente me interessa. Como péssima jardineira que sou, é óbvio, que ela não está verdinha.
Hajam "aditivos"... faço uso de alguns na esperança de que a vida [junto com a grama] siga o ciclo inerente às coisas vívidas do mundo.

O lance é que algo deslocou meu pensamento do meu gramado para o outro lado, penso no gramado vizinho.
Gramado conhecido... do qual trago lembranças.

Sorrisos... abraços... mãos dadas... choro.

Quero sentir o cheiro da chuva na terra, quero ver minha gramínia verde coberta de gotículas...
Sentir o cheiro da vida...
Minha vida?

I don't know.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A árvore inútil

“Os que vivem sob a compulsão da utilidade buscam algo inatingível.
Quem vive sob a graça da inutilidade não quer chegar a lugar algum.
Como no fruir de um poema, o prazer mora no descompromisso.

Terceiro dos grandes mestres do Taoísmo, Chuang-Tzu, a ele se atribui esta estória. Nan-Po Tzu-ki atravessa a colina de Chang. Ele percebeu uma árvore surpreendentemente grande. Sua sombra podia cobrir mil carroças com quatro cavalos.
- Que árvore é essa?, pergunta-se Tzu-ki. Para que pode servir? Olhando-a de baixo, seus pequenos ramos curvos e torcidos não podem ser transformados nem em vigas nem em cumeeiras. Olhando-a do alto, seu grande tronco, nodoso e rachado, não pode servir para fabricar coisa alguma, nem mesmo ataúdes. Aquele que lamber suas folhas ficará com a boca ulcerada e cheia de abcessos. Só de sentir seu cheiro fica-se logo tonto e embriagado por três dias.
Tzu-ki conclui – Esta árvore não é realmente utilizável e, por essa razão, conseguiu atingir tal porte. Ah! O homem divino, por sua vez, não passa de madeira que não pode ser utilizada.

Desta árvore solitária e extraordinária na colina de Chang eu me lembro ao ler a notícia sobre um homem tão solitário quanto e muito mais extraordinário que ela... Só podia ser o homem divino a que se referia Chuang-Tzu. O seu nome: Takeshi Nojima. Imigrante japonês, com 80 anos, já vendeu tomates, criou bicho-da-seda e foi dono de mercearia. Preparava-se para prestar vestibular de medicina. E ele se explicava: “Parte de minha vida passei cuidando dos meus pais. Outra parte cuidando dos meus filhos. Chegou, finalmente, a hora de cuidar de mim mesmo. Sempre sonhei em estudar medicina. Quero agora realizar o meu sonho.”

Meu primeiro impulso foi o de rir ante a loucura de um velho. Será que ele não sabe somar os anos? Será que ele não tem consciência dos limites da vida?

Mas logo, um sopro de sabedoria me salvou. Sorri. E pensei: “É claro que ele sabe de todas as coisas. É claro que ele sabe que, provavelmente, não haverá tempo para o exercício da sua profissão. Ele sabe que tudo é inútil. E, a despeito disso, o faz. Inútil como aquela árvore que não vivia pelos usos que pudesse ter, mas pela pura alegria de ser.”

Utilidade. Colheres, facas, vassouras, alicates, martelos, palitos, pentes, escovas: são todos úteis. Sua razão de ser é aquilo que se pode fazer com eles. São ferramentas, meios, pontes, caminhos para outras coisas diferentes deles... Em si mesmos, não dão nem prazer nem alegria a ninguém.

Inutilidade. A sonata de Domenico Scarlatti que ouço tocada ao cravo, enquanto escrevo esta crônica. O pequeno poema de Emily Dickinson que repito de cor. O cálice de licor que bebo. As ninféias de Monet sobre que se demoram meus olhos. O bonsai de que cuido. A pipa na mão do menino. A boneca no colo da menina. A mão querida que me toca. Não servem para nada. Não são ferramentas úteis para realizar tarefas. Nem são caminhos ou pontes. Quem tem essas coisas não precisa de ferramentas, pois com elas cessa o desejo de ir. Não é preciso ir, porque já se chegou lá, no lugar da alegria. O prazer e a alegria moram na inutilidade.

E pensei então que aquele homem divino ia fazer o seu curso de medicina como quem escreve um poema, ou toca uma sonata, ou planta um bonsai, ou empina uma pipa, por nada, pelo puro prazer de ser.

Os que vivem sob a compulsão da utilidade trabalham. E o tempo todo estão em busca de algo inatingível que se encontra depois de terminada a tarefa, ao fim do caminho, do outro lado da ponte, e que se afasta sempre.

Os que vivem sob a graça da inutilidade não querem chegar a lugar algum. Porque já chegaram. Quero ficar na sonata, no poema, no licor, nas ninféias, no bonsai, na pipa, na boneca, na mão que me toca. Por isso amo as pessoas divinas, árvores solitárias na colina, madeira que não pode ser utilizada. Amo aqueles que se entregam a gestos loucos e inúteis – pela pura alegria de ser. Amo aquele imigrante japonês desconhecido, que se plantou como bonsai, num gesto em tudo parecido ao gesto poético de um outro homem divino, da mesma raça, Hokusai (1760-1849), ao se aproximar da gloriosa idade de 80 anos.
Eis o que ele escreveu: Desde os 6 anos tenho mania de desenhar a forma das coisas. Aos 50 publiquei uma infinidade de desenhos. Mas tudo o que eu produzi antes dos 70 não é digno de ser levado em conta. Aos 73 anos aprendi um pouco sobre a verdadeira estrutura da natureza dos animais, plantas, pássaros, peixes e insetos. Com certeza, quando tiver 80 anos, terei realizado mais progresso; aos 90, penetrarei no mistério das Coisas; aos 100, por certo, terei atingido uma fase maravilhosa e, quando tiver 110, qualquer coisa que fizer, seja um ponto ou um linha, terá vida.

Vejo, no alto da colina de Chang, não uma árvore, mas duas. Suas idades somam 160 anos. Elas conversam e se sacodem de tanto rir. Falam sobre os próximos 160 anos que se seguirão...”


[Rubem Alves]

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Free Hugs


Amanhã ganharei todos os meus abraços... apertados, amorosos, saudosistas, acalentadores, apaixonados, reconfortantes.
Que vocês também ganhem e dêem abraços ilimitados...

sexta-feira, 20 de julho de 2007

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Existem coisas realmente inesquecíveis

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quinta-feira, 31 de maio de 2007

Um dia

"...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Para o homem provar que é homem, não precisa ter mil mulheres. Basta fazer uma feliz..."

[Mário Quintana]