Essa mensagem me foi enviada por minha mãe quando passei por uma grande decepção com uma pessoa que acreditava ser muito diferente do modo que se mostrou.
Nos enganamos com os seres humanos e sofremos, mesmo sendo nós mesmos os responsáveis por nossa cegueira consciente em relação á determinada pessoa.
Quando recebi essa mensagem, cada vez que a lia chorava compulsivamente por não querer me desligar daquele passado que jamais voltará a ser presente.
Estou postando ela aqui hoje, pois essa semana eu consegui lê-la sem que uma única lágrima fosse derramada.
E seguindo sua mensagem, eu me desfiz das coisas que me ligavam à aquele passado.
Encerrei, definitivamente, o ciclo...
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“ Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao fim.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando porque isso aconteceu.
Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que aconteceram conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternos meninos, adolescentes tardios, filhos culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante [por mais doloroso que seja!] destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...
...e o desfazer-se de certas lembranças significa abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve um tempo em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa de orgulho, por incapacidade, ou por soberba mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembre-te:
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”
[Fernando Pessoa] ”
sábado, 28 de abril de 2007
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Algumas horas na Supervia
Ontem eu andei de trem.
Já perdi a conta de quantas vezes mais fiz isso. Só que dessa vez oi diferente... eu andei de trem com o coração [se é que isso existe ou se é que é possível]. Mas acho que foi bem assim mesmo.
Eu olhava para as pessoas e via vida, histórias em cada uma delas.
Caras sorridentes; olhos tristes; semblantes vazios; olhos fechados num sono embalado pelo cansaço e pelo balanço da condução; angústia; alegria; preocupações; novidades; diversas sensações coexistindo naquele mesmo vagão.
A cada pessoa que entrava eu criava novas histórias e uma vasta gama de possibilidades para cada uma delas.
Minha imaginação voava longe, liberta de qualquer amarra.
Mas em meio a picolés, amendoins, buraco “à vera”, bananadas e todos e quaisquer produtos que vinham sendo oferecidos pela infinidade de ambulantes, minha atenção prendeu-se à 4 personagens de minha própria história no trem.
São eles: um cara sem camisa e de bermuda preta, que apresentava deficiência mental [leve para moderada – ouso dizer, em minha humilde ignorância]; a mulher que conversava com ele; uma jovem negra-obesa-evangélica e um ambulante idoso.
Para cada um dos 4 eu criei minha própria versão da vida deles; apenas dos 2 primeiros eu pude constatar fragmentos; os outros 2 eu brevemente esquecerei, pois vou me cansar de torturar-me com todas as possibilidades de vida que cria para cada um.
Bom, o cara com problemas mentais conversava com essa mulher, que usava uma blusa rosa desbotada e carregava um daqueles sacos-de-lixo pretos enorme, contendo um grande volume. Eles vinham em pé, parados à porta que se encontrava em minha frente.
Eles conversavam animadamente.
Ela, com uma cara de pisteira braba, uma voz irritante e a demonstração verbal de seu pouco estudo.
Ele, apenas mais um “louco”, que eu juro que é aviãozinho. Ele tem cara de ser querido na comunidade, amigo do dono da boca. O verdadeiro “maluco beleza”. Sempre com um sorriso no rosto, que ignora as maldades do mundo devido a sua doença.
Ela, mesmo aparentando ser apenas mais uma puta rampeira, era a única que dava confiança para ele.
Posteriormente descubro que ele estava com a “esposa” e a filhinha naquele mesmo vagão. Para essa última ele olhava com tanto amor, o carinho e o cuidado dispensados com aquela criança eram nítidos em seus olhos.
Fiquei emocionada.
Admito que nunca pensei que com o binômio miséria e demência não esperava me deparar com tanto amor, ainda mais visíveis assim. Era amor com alma.
E ela era a “olheira” do jogo de buraco, estava sendo paga por um negão com cara de malandro para olhar as cartas dos seus adversários.
Óbvio que o negão ganhou o jogo ela, tendo desempenhado seu trabalho com maestria, foi devidamente remunerada.
Possivelmente eu nunca mais vá os ver, mas algo deles [do Eu existente, do Eu real] pude perceber.
Mas não me cabe julgar nenhum dos dois.
E quanto aos outros 2; a jovem: eu me detive em observá-la após notar que seus olhos estavam em mim e que nossos olhares constantemente se cruzavam.
Somos opostos, porém formamos uma mesma moeda, que é a humanidade.
Me interessei em criar uma história para ela por acreditar que nossas vidas são completamente distintas: negra – branca / obesa – “normal” / evangélica – liberta de religiões / repressão – liberdade /...
Poderia enumerar diversas diferenças, mas o que importa é que sei que despertei nela a mesma sensação.
Acho que ela se idealizou e era a minha imagem que queria ver refletida ao se olhar no espelho. Não agirei com hipocrisia dizendo que gostaria da mesma coisa, mesmo com todas minhas loucuras, continuo me preferindo. E tenho certeza que ela também se preferiria se fosse além da minha aparência.
Minhas aflições em troca de um cabelo liso? Não, não vale mesmo. E ela concordaria comigo.
Aposto que ao desembarcar na estação de Saníssimo e seguir para sua casa, ela ia revoltada com a vida e com Deus [mesmo sendo uma religiosa obrigada] por não ter o mesmo biótipo da branquela.
Esses moldes sociais realmente deturpam a mente do ser humano.
Mas eu nunca saberei se minhas divagações são reais.
Quanto ao ambulante idoso: nem havia reparado em sua presença, quando ele surgiu eu me deliciava com um picolé Moleka de graviola, que custa apenas R$ 0,50 e é realmente a “fruta no palito” como me anunciou o ambulante que me vendeu [acabei descobrindo que a fábrica de tão magnífico picolé localiza-se em Nilópolis e sinto-me tentada a ir até lá adquirir alguns exemplares de graviola para o freezer de minha casa].
Só me dei conta da presença do senhorzinho após meu irmão me perguntar se eu não desejava algumas balas. Ao receber uma resposta negativa ele me inquiriu se eu não me sentia penalizada por aquele velhinho ter de estar vendendo balas no trem.
Eu respondi afirmativamente. Mas quase que instantaneamente comecei a me perguntar os motivos daquele senhor encontrar-se em tão desprivilegiada situação.
Comecei a indagar-me a respeito de sua vida passada, de como havia sido sua infância e juventude, se possuiu uma família estruturada que tenha se importado com seu desenvolvimento sócio-intelectual, com suas companhias, as havia tido a oportunidade de estudar e mais uma série de perguntas pertinentes ao tema.
Após explorar todas as possibilidades um dos meus Eu’s continuou penalizado, pois aquele homem pode ter sido massacrado pela vida, sofrendo a falta de oportunidades e a má sorte do mundo. Mesmo tendo se esforçado exaustivamente, ainda hoje é obrigado a levantar cedo e trabalhar naquele vai-e-vem / entra-e-sai pelos vagões, na tentativa de garantir seu precário sustento.
Mas um outro de meus Eu’s encarou aquela situação como uma conseqüência normal na vida de alguém que durante seu percurso no mundo não se preocupou com seu futuro, tratando de aproveitar cada segundo de sua juventude desperdiçando-a na esbórnia de uma vida boêmia.
Longe de mim condenar a diversão; sou completamente a favor da cervejinha com os amigos, da feijoada de domingo [em boa companhia e regada à caipirinhas] e tantos outros prazeres que a vida nos oferece.
Mas acho que tudo de ver ser dosado, respeitando as horas para exercer cada uma dessas atividades. Tudo em demasia é prejudicial.
Ele pode ter priorizado sua vida social e hoje, nada mais natural, do que em avançada idade ter que desempenhar a árdua tarefa.
É, mais uma vez não saberei a verdade que há por trás daquele rosto que se apresentou a mim tão triste e cansado de sua rotina.
Ninguém pode me dar a verdadeira resposta, a não ser cada uma dessas 4 pessoas. Mas creio que não terei essa oportunidade, pois mesmo que a vida nos coloque novamente no mesmo vagão, não terei coragem de perguntar a versão verídica de suas vidas.
Apenas sei que passarei a andar mais de trem, talvez uma vez por semana, para sempre me lembrar de como é e, de como pode ser o mundo.Sem me esquecer que no fim, a sua constituição depende unicamente de nós, do rumo que damos a nossa própria vida, pois inevitavelmente é nosso comportamento e nossas escolhas no hoje que refletirão em nosso amanhã.
E não pensar no futuro é irreal se você não possui idéias suicidas...
Já perdi a conta de quantas vezes mais fiz isso. Só que dessa vez oi diferente... eu andei de trem com o coração [se é que isso existe ou se é que é possível]. Mas acho que foi bem assim mesmo.
Eu olhava para as pessoas e via vida, histórias em cada uma delas.
Caras sorridentes; olhos tristes; semblantes vazios; olhos fechados num sono embalado pelo cansaço e pelo balanço da condução; angústia; alegria; preocupações; novidades; diversas sensações coexistindo naquele mesmo vagão.
A cada pessoa que entrava eu criava novas histórias e uma vasta gama de possibilidades para cada uma delas.
Minha imaginação voava longe, liberta de qualquer amarra.
Mas em meio a picolés, amendoins, buraco “à vera”, bananadas e todos e quaisquer produtos que vinham sendo oferecidos pela infinidade de ambulantes, minha atenção prendeu-se à 4 personagens de minha própria história no trem.
São eles: um cara sem camisa e de bermuda preta, que apresentava deficiência mental [leve para moderada – ouso dizer, em minha humilde ignorância]; a mulher que conversava com ele; uma jovem negra-obesa-evangélica e um ambulante idoso.
Para cada um dos 4 eu criei minha própria versão da vida deles; apenas dos 2 primeiros eu pude constatar fragmentos; os outros 2 eu brevemente esquecerei, pois vou me cansar de torturar-me com todas as possibilidades de vida que cria para cada um.
Bom, o cara com problemas mentais conversava com essa mulher, que usava uma blusa rosa desbotada e carregava um daqueles sacos-de-lixo pretos enorme, contendo um grande volume. Eles vinham em pé, parados à porta que se encontrava em minha frente.
Eles conversavam animadamente.
Ela, com uma cara de pisteira braba, uma voz irritante e a demonstração verbal de seu pouco estudo.
Ele, apenas mais um “louco”, que eu juro que é aviãozinho. Ele tem cara de ser querido na comunidade, amigo do dono da boca. O verdadeiro “maluco beleza”. Sempre com um sorriso no rosto, que ignora as maldades do mundo devido a sua doença.
Ela, mesmo aparentando ser apenas mais uma puta rampeira, era a única que dava confiança para ele.
Posteriormente descubro que ele estava com a “esposa” e a filhinha naquele mesmo vagão. Para essa última ele olhava com tanto amor, o carinho e o cuidado dispensados com aquela criança eram nítidos em seus olhos.
Fiquei emocionada.
Admito que nunca pensei que com o binômio miséria e demência não esperava me deparar com tanto amor, ainda mais visíveis assim. Era amor com alma.
E ela era a “olheira” do jogo de buraco, estava sendo paga por um negão com cara de malandro para olhar as cartas dos seus adversários.
Óbvio que o negão ganhou o jogo ela, tendo desempenhado seu trabalho com maestria, foi devidamente remunerada.
Possivelmente eu nunca mais vá os ver, mas algo deles [do Eu existente, do Eu real] pude perceber.
Mas não me cabe julgar nenhum dos dois.
E quanto aos outros 2; a jovem: eu me detive em observá-la após notar que seus olhos estavam em mim e que nossos olhares constantemente se cruzavam.
Somos opostos, porém formamos uma mesma moeda, que é a humanidade.
Me interessei em criar uma história para ela por acreditar que nossas vidas são completamente distintas: negra – branca / obesa – “normal” / evangélica – liberta de religiões / repressão – liberdade /...
Poderia enumerar diversas diferenças, mas o que importa é que sei que despertei nela a mesma sensação.
Acho que ela se idealizou e era a minha imagem que queria ver refletida ao se olhar no espelho. Não agirei com hipocrisia dizendo que gostaria da mesma coisa, mesmo com todas minhas loucuras, continuo me preferindo. E tenho certeza que ela também se preferiria se fosse além da minha aparência.
Minhas aflições em troca de um cabelo liso? Não, não vale mesmo. E ela concordaria comigo.
Aposto que ao desembarcar na estação de Saníssimo e seguir para sua casa, ela ia revoltada com a vida e com Deus [mesmo sendo uma religiosa obrigada] por não ter o mesmo biótipo da branquela.
Esses moldes sociais realmente deturpam a mente do ser humano.
Mas eu nunca saberei se minhas divagações são reais.
Quanto ao ambulante idoso: nem havia reparado em sua presença, quando ele surgiu eu me deliciava com um picolé Moleka de graviola, que custa apenas R$ 0,50 e é realmente a “fruta no palito” como me anunciou o ambulante que me vendeu [acabei descobrindo que a fábrica de tão magnífico picolé localiza-se em Nilópolis e sinto-me tentada a ir até lá adquirir alguns exemplares de graviola para o freezer de minha casa].
Só me dei conta da presença do senhorzinho após meu irmão me perguntar se eu não desejava algumas balas. Ao receber uma resposta negativa ele me inquiriu se eu não me sentia penalizada por aquele velhinho ter de estar vendendo balas no trem.
Eu respondi afirmativamente. Mas quase que instantaneamente comecei a me perguntar os motivos daquele senhor encontrar-se em tão desprivilegiada situação.
Comecei a indagar-me a respeito de sua vida passada, de como havia sido sua infância e juventude, se possuiu uma família estruturada que tenha se importado com seu desenvolvimento sócio-intelectual, com suas companhias, as havia tido a oportunidade de estudar e mais uma série de perguntas pertinentes ao tema.
Após explorar todas as possibilidades um dos meus Eu’s continuou penalizado, pois aquele homem pode ter sido massacrado pela vida, sofrendo a falta de oportunidades e a má sorte do mundo. Mesmo tendo se esforçado exaustivamente, ainda hoje é obrigado a levantar cedo e trabalhar naquele vai-e-vem / entra-e-sai pelos vagões, na tentativa de garantir seu precário sustento.
Mas um outro de meus Eu’s encarou aquela situação como uma conseqüência normal na vida de alguém que durante seu percurso no mundo não se preocupou com seu futuro, tratando de aproveitar cada segundo de sua juventude desperdiçando-a na esbórnia de uma vida boêmia.
Longe de mim condenar a diversão; sou completamente a favor da cervejinha com os amigos, da feijoada de domingo [em boa companhia e regada à caipirinhas] e tantos outros prazeres que a vida nos oferece.
Mas acho que tudo de ver ser dosado, respeitando as horas para exercer cada uma dessas atividades. Tudo em demasia é prejudicial.
Ele pode ter priorizado sua vida social e hoje, nada mais natural, do que em avançada idade ter que desempenhar a árdua tarefa.
É, mais uma vez não saberei a verdade que há por trás daquele rosto que se apresentou a mim tão triste e cansado de sua rotina.
Ninguém pode me dar a verdadeira resposta, a não ser cada uma dessas 4 pessoas. Mas creio que não terei essa oportunidade, pois mesmo que a vida nos coloque novamente no mesmo vagão, não terei coragem de perguntar a versão verídica de suas vidas.
Apenas sei que passarei a andar mais de trem, talvez uma vez por semana, para sempre me lembrar de como é e, de como pode ser o mundo.Sem me esquecer que no fim, a sua constituição depende unicamente de nós, do rumo que damos a nossa própria vida, pois inevitavelmente é nosso comportamento e nossas escolhas no hoje que refletirão em nosso amanhã.
E não pensar no futuro é irreal se você não possui idéias suicidas...
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Little Girl

♫♫ Go away, little girl.
Go away, little girl.
I'm not supposed
To be alone with you.
I know that your lips are sweet,
But our lips must never meet.
I belong to someone else,
And I must be true.
Go away, little girl.
Go away, little girl.
It's hurtin' me more
Each minute that you delay.
When you are near me like this,
You're much too hard to resist.
So, go away, little girl.
When you are near me like this,
You're much too hard to resist.
So, go away, little girl.
Go away, little girl
Before I beg you to stay.
Go away. ♫♫
[Go away, little girl - Johnny Mathis]
segunda-feira, 23 de abril de 2007
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"A vida é curta para mais de um sonho"
[Distraídos Venceremos - Paulo Leminski]
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"A vida é curta para mais de um sonho"
[Distraídos Venceremos - Paulo Leminski]
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domingo, 22 de abril de 2007
Controle
Eu não sei o motivo, nem ao menos se é esse um fato real ou mera projeção, mas a verdade é que encontrei um jeito de não chorar ou pelo menos de minimizar meu pranto.
Eu canalizo todo o meu desassossego em letras, que formam palavras, que formam frases, que refletem o que sinto, sintetizando toda minha angústia.
Escrever simplesmente oprime minha dor.
Talvez seja a ação de torná-la palpável, explicável, visível [melhor dizer, legível]. Eu desconto toda minha raiva em folhas [as que estiverem pelo caminho, sem exceção]. Transformo o desespero em fúria literária, escrevendo ininterruptamente a minha dor, personificando meus dissabores com a vida.
E de repente, não mais que de repente, cessa-se o desespero, deixando o silêncio do desamparo.
Sem face molhada, sem lágrimas, sem choro...
Apenas eu, a caneta e as folhas onde posso reler meu sofrimento por quantas vezes sentir vontade. Posso reviver a dor nos momentos que julgo oportunos. E mesmo assim não choro...
Eu não sei se essa é a explicação para o que me ocorre, mas foi apenas isso o que pude pensar depois de mais um ataque de fúria literária ocasionado pelos genitores magníficos com os quais fui abençoada [Ic].
Talvez essa não passe de mais uma de minhas loucas suposições, mas o realmente importa é que mais uma vez sofri sem chorar.
Acho que isso me dará a frieza e dureza necessárias para conviver numa sociedade suja, da qual não aceito as regras e que destrói-me com suas máscaras.
Ainda sofro, mas já não choro sempre.
Meu peito se oprime em um pranto sufocado e esboço um falso sorriso acompanhado de u singelo comentário, tecido com uma certa malícia inconsciente.
E assim, à cada dia, vou aprendendo uma nova maneira de se viver nesse mundo ao qual nunca vou pertencer...
O sono se apossa de mim permitindo que não mais sofra ou pense.
Agradeço-te por ser assim.
Após transcrever minhas agonias, a sensação de fraqueza se apossa de mim, levando-me ao sono quase que instantaneamente.
Essa é minha semi-existência....
Eu canalizo todo o meu desassossego em letras, que formam palavras, que formam frases, que refletem o que sinto, sintetizando toda minha angústia.
Escrever simplesmente oprime minha dor.
Talvez seja a ação de torná-la palpável, explicável, visível [melhor dizer, legível]. Eu desconto toda minha raiva em folhas [as que estiverem pelo caminho, sem exceção]. Transformo o desespero em fúria literária, escrevendo ininterruptamente a minha dor, personificando meus dissabores com a vida.
E de repente, não mais que de repente, cessa-se o desespero, deixando o silêncio do desamparo.
Sem face molhada, sem lágrimas, sem choro...
Apenas eu, a caneta e as folhas onde posso reler meu sofrimento por quantas vezes sentir vontade. Posso reviver a dor nos momentos que julgo oportunos. E mesmo assim não choro...
Eu não sei se essa é a explicação para o que me ocorre, mas foi apenas isso o que pude pensar depois de mais um ataque de fúria literária ocasionado pelos genitores magníficos com os quais fui abençoada [Ic].
Talvez essa não passe de mais uma de minhas loucas suposições, mas o realmente importa é que mais uma vez sofri sem chorar.
Acho que isso me dará a frieza e dureza necessárias para conviver numa sociedade suja, da qual não aceito as regras e que destrói-me com suas máscaras.
Ainda sofro, mas já não choro sempre.
Meu peito se oprime em um pranto sufocado e esboço um falso sorriso acompanhado de u singelo comentário, tecido com uma certa malícia inconsciente.
E assim, à cada dia, vou aprendendo uma nova maneira de se viver nesse mundo ao qual nunca vou pertencer...
O sono se apossa de mim permitindo que não mais sofra ou pense.
Agradeço-te por ser assim.
Após transcrever minhas agonias, a sensação de fraqueza se apossa de mim, levando-me ao sono quase que instantaneamente.
Essa é minha semi-existência....
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Singelo apelo
quinta-feira, 19 de abril de 2007
A virtude
A ignorância é uma virtude. Para ser mais exata, ela é uma bênção, por que não dizer, a maior bênção que pode ser oferecida a um ser humano.
Ter consciência nos dá o maldito dom de descortinar opções. Aí é que está a perdição... ter opções constitúi-se numa maldição.
Você analisa todas as suas possibilidades, questiona-se e no fim, só o que te resta é a loucura.
Eu ODEIO ser um ser pensante, formador de minhas próprias opiniões [e capaz de influenciar outros indivíduos], cético, analítico, desbravador, curioso, com a ânsia maldita de saber sempre mais, de saciar meu desejo maléfico de "verdade".
Isso é como um câncer, que cresce, te consome, te corrói...
Só espero que as metástases se apoderem logo do meu corpo e me libertem desse cárcere palpável, em mim mesma, e do caos mundano; pois só assim, sei, que serei feliz.
[Numa próxima oportunidade esclarecerei minha retórica à respeito da Ignorância].
Sem mais...
Ter consciência nos dá o maldito dom de descortinar opções. Aí é que está a perdição... ter opções constitúi-se numa maldição.
Você analisa todas as suas possibilidades, questiona-se e no fim, só o que te resta é a loucura.
Eu ODEIO ser um ser pensante, formador de minhas próprias opiniões [e capaz de influenciar outros indivíduos], cético, analítico, desbravador, curioso, com a ânsia maldita de saber sempre mais, de saciar meu desejo maléfico de "verdade".
Isso é como um câncer, que cresce, te consome, te corrói...
Só espero que as metástases se apoderem logo do meu corpo e me libertem desse cárcere palpável, em mim mesma, e do caos mundano; pois só assim, sei, que serei feliz.
[Numa próxima oportunidade esclarecerei minha retórica à respeito da Ignorância].
Sem mais...
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